quarta-feira, 23 de abril de 2014

Diferenças entre surdocegueira e DMU



A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla.
 Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência, é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social. As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
As necessidades básicas primordiais tanto da pessoa com Surdocegueira quanto da pessoa com DMU são as de comunicação e posicionamento, devido às características especificas e peculiar, ambos necessitam de alguém para mediar o seu contato com o meio. Apresentam dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que tenham contato, justamente em virtude da combinação das perdas visuais e auditivas.
As estratégias utilizadas para aquisição de comunicação são semelhantes: A defesa tátil, organização do ambiente, comunicação efetiva (receptiva e expressiva), caixa de antecipação, objetos de referencia, atividades funcionais, pistas de contexto, pistas de movimento, pistas táteis, organização da sala de aula, comunicação alternativa e aumentativa e entre outras estratégias e recursos.
Essa forma de ensino viabilizará o desenvolvimento das atividades didáticas, além de fazer com que essas pessoas conquistem relativamente autonomia na vida diária e potencializem o seu desenvolvimento.

sábado, 15 de março de 2014

A Inclusão do Aluno com Surdez



Na perspectiva da Educação Inclusiva não deve haver dicotomização entre gestualistas e oralistas. O mundo não pode ser dividido entre as pessoas que ouvem e as pessoas que não ouvem, deve-se haver uma integração entre a maioria e a minoria. Para que isso seja possível é necessário que haja modificação no pensamento e na prática escolar, novos caminhos devem ser traçados.
O contexto escolar deve respeitas as diferenças não só da pessoa com surdez, mas de todos ser humano em suas particularidades. A pessoa com surdez precisa ser vista em suas potencialidades, pois, ela possui perda sensorial, mas seus processos cognitivos funcionam normalmente, sua sensibilidade, suas emoções e etc fluem como os demais.
A questão da aprendizagem escolar também não deve ser focada em uma língua específica, inclusive por que o fracasso escolar não é definido numa ou em outra língua, mas sim na eficiência das práticas pedagógicas. Para que haja uma prática pedagógica efetiva a escola deve se firmar no método bilíngue, onde libras é a primeira língua e a Língua Portuguesa a segunda.
A inclusão do aluno com surdez deve abranger o Atendimento Educacional Especial nos três momentos didático-pedagógicos, se necessário e dependendo do diagnóstico do aluno. Os três momentos didático-pedagógicos são: AEE de libras, AEE para libras e AEE para o ensino da Língua Portuguesa.
Enfim, a escola deve enxergar o aluno com surdez como alguém dotado de conhecimentos e com grande potencial a ser desenvolvido. Esse aluno tem direito a inserção na escola regular e tem direito ao conhecimento da Língua Portuguesa, pois são processos importantes para a comunicação e para a aprendizagem do aluno.  Assim o aluno estará preparado para a individualidade, para a coletividade, enfim, para a vida. 

                                                                                                     Lindamar Dias Pereira

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Poema: O Girassolzinho - audiodescrição

Olá colegas!

Quero sugerir para vocês um poema muito interessante que vocês podem encontrar no link a seguir:
http://www.filmesquevoam.com.br/assistir.php?id=484
É um poema com audiodescrição, muito indicado para deficientes visuais,onde a natureza é apresentada. Com esse poema trabalhamos os pontos cardeais, lateralidade, cores, sentimentos, motivação e etc!
vale a pena conferir!

domingo, 13 de outubro de 2013

jogos e atividades que poderão favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual



      É preciso construir dentro da área educacional um sistema que promova a 
inclusão do aluno com deficiência intelectual, mostrar que é possível desenvolver 
atividades que promovam a capacidade cognitiva desses alunos.. É necessário proporcionar a aprendizagem que contribua para o seu desenvolvimento, em que a criança pode imaginar, criar e interagir com o próximo. 
      Muitos métodos estão sendo usados como recursos didáticos e, entre essas 
metodologias, destaca-se o uso dos jogos, instrumento por meio do qual o educador pode 
estimular o desenvolvimento de crianças com deficiência intelectual. 
      Os jogos têm como objetivo promover o desenvolvimento em todas as áreas do 
conhecimento, resgantando o prazer pelo aprender, inserindo o aluno com deficiência 
intelectual no contexto escolar e contribuir para sua formação.


Passa a bola


Objetivo da atividade:
. Trabalhar a socialização;
. Trabalhar lateralidade;
. Estimular a motricidade, atenção, coordenação;

Sugestão para aplicabilidade:
Ao som de uma musica os alunos vão passando os objetos para direita depois para esquerda, segue essa dinâmica várias vezes  alternando os lados.

Descrição:
Copos plásticos, latinhas, bolas de jornal ou qualquer outro objeto que possa ser passado de aluno para aluno;

Intervenções:

O professor do AEE poderá intervir para ressaltar a importância da atenção no momento da atividade e fora dela. Também poderá enfatizar a importância da integração entre as pessoas para a realização de qualquer atividade.




Quatro em linha



Objetivo da atividade:

. Estimular a percepção visual e a coordenação  motora;
. Estimular a visão  Estratégica;
.  Estimular a agilidade Mental;
. Estimular a atenção.
 

Sugestão para aplicabilidade:

. Colocar 4 fichas da mesma cor em sequência, na  horizontal, vertical ou diagonal. 

Descrição:

Cada jogador na sua vez  coloca a ficha da sua cor em qualquer uma das aberturas do tabuleiro. O  primeiro jogador que formar a sequencia de 4 fichas ganha a partida.

Intervenções:

O professor do AEE poderá intervir no momento que o aluno não planejar, ou seja, não estiver a visão estratégica da situação, estimulando-o a pensar antes de tomar decisões. Como também pode intervir ressaltando a necessidade da atenção e da concentração.







quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tecnologia assistiva - Haste fixada na cabeça para digitação

      “Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem as utiliza”. (MELO, 2007, p. 94)
     Existem várias  recursos que podem podem ser úteis, dependendo das necessidades específicas de cada aluno, como as hastes fixadas na boca ou queixo, quando existe o controle da cabeça.

      Esse recurso permite ao aluno ter acesso ao computador e fazer digitações fora ou dentro do contexto escolar.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Professor e suas funções na sala do AEE

O professor do AEE executa fundamental papel na escola e na sala de Recursos Multifuncional. Ele identifica os alunos que possuem direito a serem atendidos pelo AEE, segundo seu diagnóstico, são eles: alunos com deficiências: auditiva, surdez, deficiência mental, deficiência física, deficiência múltipla, deficiência visual, cegueira, Visão Subnormal ou Baixa Visão, Surdo cegueira, alunos com transtornos globais do desenvolvimento: Autismo Clássico, Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e alunos com altas habilidades/superdotação.
Após o aluno ser identificado como público alvo do AEE o professor faz o estudo do caso do discente colhendo todos os dados importantes para esclarecer o problema: entrevista os responsáveis, professores, profissionais envolvidos, observa o aluno na sala de aula e na sala multifuncional. Este estudo de caso ajuda o professor a conhecer o aluno e com base nisso ele poderá traçar um plano de atendimento na sala de recursos.
Assim, o professor elabora o plano do AEE, diante de dados concretos a respeito do aluno, dados esses que investiga a zona de desenvolvimento real e proximal do discente e isso facilita ao docente intervir e estimular nos pontos que o aluno mais necessita.

Diante desse processo de investigação e plano de atendimento o aluno recebe uma intervenção pedagógica sob medida e isso é o processo de inclusão: oferecer a cada aluno a pedagogia que cada um necessita e que realmente irá fazer diferença no seu desenvolvimento. É criado um plano que se encaixe ao aluno, ao invés de fazer com que o aluno se encaixe num plano.