terça-feira, 15 de julho de 2014

Reflexão sobre o texto O Modelo dos Modelos de Ítalo Calvino


 Ítalo Calvino em seu texto “O modelo dos modelos”, enfatiza que devemos enxergar o ser humano um todo, pois esse todo é fragmentado por partes que se somam e formam um ser único. Cada aluno especial é único, mesmo que tenham a mesma deficiência, existem características individuais que sempre deve ser analisada e respeitada.
Devemos nos despir de modelos, de comparações, o aluno deve ser comparado com ele mesmo, com seu desenvolvimento próprio, devemos sim criar modelos apenas dentro do modelo de cada aluno, próprio e sob medida para cada um.

Assim estaremos atendendo as necessidades individuais e não forçando que cada aluno se encaixe em uma forma e saia “preparado” para o mundo.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia que apoiam e ajudam r o aluno com TGD em seu desenvolvimento

As estratégias e recursos de baixa tecnologia tem o intuito de apoiar os alunos com TGD em seu desenvolvimento de habilidades comunicacionais e na sua interação social.
Os recursos discorridos abaixo podem ser utilizados com pessoas com transtorno Global do Desenvolvimento-TGD e podem ser aplicados com pessoas de 03 a 15 anos de idade, em sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de informática ou em casa com a família.

Prancha com símbolos PCS


Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso). O professo do AEE pode ir auxiliando o aluno na expressão de seus desejos e assim ir estabelecendo uma forma de comunicação com o aluno.

Cartões de comunicação


A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar"); laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").
 O professor do AEE pode apresentar esses símbolos ao aluno sempre que o aluno precisar expressar alguma informação contida ali, ou sempre que eles forem fazer alguma atividade contida no cartão, assim o aluno entenderá qual o momento de cada atividade ou qual comportamento é mais adequado para aquele momento.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Diferenças entre surdocegueira e DMU



A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla.
 Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência, é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social. As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
As necessidades básicas primordiais tanto da pessoa com Surdocegueira quanto da pessoa com DMU são as de comunicação e posicionamento, devido às características especificas e peculiar, ambos necessitam de alguém para mediar o seu contato com o meio. Apresentam dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que tenham contato, justamente em virtude da combinação das perdas visuais e auditivas.
As estratégias utilizadas para aquisição de comunicação são semelhantes: A defesa tátil, organização do ambiente, comunicação efetiva (receptiva e expressiva), caixa de antecipação, objetos de referencia, atividades funcionais, pistas de contexto, pistas de movimento, pistas táteis, organização da sala de aula, comunicação alternativa e aumentativa e entre outras estratégias e recursos.
Essa forma de ensino viabilizará o desenvolvimento das atividades didáticas, além de fazer com que essas pessoas conquistem relativamente autonomia na vida diária e potencializem o seu desenvolvimento.

sábado, 15 de março de 2014

A Inclusão do Aluno com Surdez



Na perspectiva da Educação Inclusiva não deve haver dicotomização entre gestualistas e oralistas. O mundo não pode ser dividido entre as pessoas que ouvem e as pessoas que não ouvem, deve-se haver uma integração entre a maioria e a minoria. Para que isso seja possível é necessário que haja modificação no pensamento e na prática escolar, novos caminhos devem ser traçados.
O contexto escolar deve respeitas as diferenças não só da pessoa com surdez, mas de todos ser humano em suas particularidades. A pessoa com surdez precisa ser vista em suas potencialidades, pois, ela possui perda sensorial, mas seus processos cognitivos funcionam normalmente, sua sensibilidade, suas emoções e etc fluem como os demais.
A questão da aprendizagem escolar também não deve ser focada em uma língua específica, inclusive por que o fracasso escolar não é definido numa ou em outra língua, mas sim na eficiência das práticas pedagógicas. Para que haja uma prática pedagógica efetiva a escola deve se firmar no método bilíngue, onde libras é a primeira língua e a Língua Portuguesa a segunda.
A inclusão do aluno com surdez deve abranger o Atendimento Educacional Especial nos três momentos didático-pedagógicos, se necessário e dependendo do diagnóstico do aluno. Os três momentos didático-pedagógicos são: AEE de libras, AEE para libras e AEE para o ensino da Língua Portuguesa.
Enfim, a escola deve enxergar o aluno com surdez como alguém dotado de conhecimentos e com grande potencial a ser desenvolvido. Esse aluno tem direito a inserção na escola regular e tem direito ao conhecimento da Língua Portuguesa, pois são processos importantes para a comunicação e para a aprendizagem do aluno.  Assim o aluno estará preparado para a individualidade, para a coletividade, enfim, para a vida. 

                                                                                                     Lindamar Dias Pereira